PARÁ Desapareceu
Embarcação com seis pessoas desaparece na Ilha do Marajó
O navio saiu de Santarém no último dia 24 de março. Depois de três dias, quando estava em Chaves, a tripulação não fez mais contato
12/04/2022 17h01
Por: Redação Fonte: Brasil Novo em Foco com O Liberal

Uma embarcação com seis tripulantes desapareceu sem deixar rastro na Ilha do Marajó. O barco, chamado Bom Jesus, saiu do município de Santarém no último dia 24 de março com destino ao município de Chaves, localizado na região do Marajó, para entrega de uma carga e desapareceu com toda sua tripulação. Entre os desaparecidos, está o policial da reserva militar Valdeney Dolzanes Reis, que fazia a escolta da carga. O caso foi registrado nesta segunda-feira (11), na 16ª Seccional Urbana de Polícia Civil do município de Santarém.

A polícia informou que a embarcação foi fretada com o objetivo de transportar uma carga, ainda não informada e que a viagem deveria ter duração de 10 dias, mas ao final do prazo os tripulantes não retornaram para casa e nem entraram em contato.

De acordo com o diretor da 16ª Seccional de Polícia, delegado Germano do Vale, os familiares perderam contato com a tripulação no dia 27 de março.“Foram feitos dois boletins de ocorrência no dia de ontem. O último contato que a tripulação fez foi no dia 27. Na ocasião, eles informaram aos familiares que estavam na cidade de Chaves. Desde então, os familiares não tiveram mais notícias”, relatou.

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Ainda de acordo com o delegado Germano do Vale, foi solicitado o apoio do Núcleos de Apoio à Investigação (NAI) para ajudar no caso. “Estamos com apoio do serviço de inteligência para determinar  e verificar com as operadoras para saber de onde foram feitos os últimos contatos”, disse.

A tripulação desaparecida era formada por dois maquinistas, um marinheiro, uma cozinheira, uma pessoa responsável pela carga e um policial militar da reserva.

A Marinha informou que recebeu a informação, no entanto ainda em nível de boatos e não tem a confirmação se a embarcação saiu de fato de Santarém.  Ainda segundo a Marinha, caso confirme a saída da cidade de origem teria sido de maneira clandestina, sem fazer os procedimentos de despacho e comunicações oficiais.

O inquérito policial está sendo presidido pelo delegado Eduardo Simão.