
A mãe da estudante Emberlly Christiny Costa dos Santos denuncia que a filha não conseguiu efetivar a matrícula para o curso de Medicina na Universidade Federal do Pará (UFPA), Campus Altamira, sudoeste do Pará, após ser indeferida pela banca examinadora, mesmo apresentando a documentação necessária para a comprovação da renda. Segundo a mãe, o motivo do indeferimento não foi informado pela universidade.
"Retornamos no dia seguinte os documentos. Ela atendeu a minha filha mais ou menos às 16h, foi quando fizemos a entrega desses extratos bancários, o CCS, e umas 16h50, ela entregou uma folha falando para a minha filha fazer um recurso, mas ela não falou quais os motivos do recuso", afirmou Taniele Ribeiro.
"A Emberllly ficou totalmente perdida, sem saber o que fazer, já que ela havia entregue todos os documentos. No dia 8 [de março] ela entregou um documento onde foi carimbado, onde tinha uma informação que não sabíamos, que a gente tinha apenas 24h para entrar com o recurso."
A família é natural de Santarém, no oeste do Pará. Emberlly, de 18 anos, sempre teve o sonho de ser médica, ela veio para Altamira assim que soube que tinha sido aprovada com a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM).
O pai de Emberlly já cursa medicina na UFPA, aqui em Altamira. A felicidade da mãe em saber que a filha tinha sido aprovada se transformou em revolta ao saber que ela não poderia fazer o curso.
"Quando ela foi recusada a fazer a matrícula, esse sentimento, eu sei dizer, é um sentimento de injustiça, de preconceito, de não deixar nós como pobres, poder crescer, poder evoluir", explica a mãe de Emberlly.
A estudante conta que sempre estudou em escola pública. E a aprovação em medicina foi resultado de anos de estudo dentro e fora da sala de aula.
"A minha mãe sabe que eu não me alimentava direito quando estava estudando, cheguei a passar mal algumas vezes porque eu levantava bem cedo para ir pro curso, a tarde estudava e a noite também ia para o cursinho.", explica Emberlly Christiny.
"Chegava em casa e estudava até tarde. Fiquei destruída, desolada, desacreditada, muito triste, minha mãe, meu pai, todo eles ficaram abalados, Eu já não estava sabendo como reagir."
A família procurou o Ministério Público Federal e fez uma denúncia e também com um recurso na Defensoria Pública da União e agora aguarda o resultado do processo e uma resposta da UFPA. A estudante foi inscrita como cotista no processo seletivo da universidade. O Confirma Notícia entrou em contato com a UFPA, que até o fechamento desta edição não respondeu aos nossos questionamentos.
"Diante de toda a situação que a minha filha foi exposta, quero que ela consiga a vaga e a inscrição dela. Que todo erro que foi cometido possa ser resolvido, que a UFPA possa entrar em contato e verificar onde que houve o erro. Entrar em contato conosco, já que eles alegaram que nós não comprovamos renda, sendo que isso não procede.", conta Taniele Ribeiro.
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