
Uma decisão publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (25), prevê o envio de policiais da Força Nacional de Segurança Pública para a região do Xingu, no apoio às ações da Fundação Nacional dos povos Indígenas (FUNAI) junto a Terra Indígena Cachoeira Seca.
A TI Cachoeira Seca é uma área de 734 mil hectares e fica nos territórios de Altamira, Placas e Uruará, na região sudoeste do Pará. Após 30 anos de espera e busca pelo reconhecimento de território indígena, em 2016 a área foi homologada e oficialmente considerada Terra Indígena.
Mas, somente em 2022, seis anos depois, o levantamento fundiário da área foi publicado, cumprindo uma decisão da Justiça que determinou à União a conclusão do processo, mas a demarcação não chegou a ser finalizada.
Conforme o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), entre 2008 e 2020 o território perdeu mais de 360 km² de área de floresta, o que aumentou o clima de tensão na região por conta das invasões.
Um relatório publicado pela organização Conectas Direitos Humanos, em parceria com o instituto Maíras e outras instituições, estima-se que cerca de 3 mil não indígenas estejam vivendo ilegalmente na TI Cachoeira Seca.
Essa foi a segunda autorização do Ministério da Justiça para o envio de agentes da Força Nacional à região de Xingu. Na semana passada o ministro Flávio Dino já havia autorizado o envio de policiais para a TI Ituna Itatá, após atos de vandalismos e ataques a pontes em Altamira, supostamente em retaliação à operação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), para a retirada de gado criado ilegalmente na área.
Na noite do último domingo (24) um novo ataque foi registrado, outra ponte foi incendiada, deixando milhares de pessoas isoladas na Gleba Assurini, a maior comunidade agrícola de Altamira. Até o momento não há informações oficiais sobre quem teria provocado o fogo que destruiu a ponte.
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