As pipas fazem parte da infância de milhares de brasileiros, e mesmo após a adolescência, muita gente segue se divertindo ao empinar o brinquedo feito de papel ou plástico, preso a amarrações de varetas. Uma diversão para os praticantes, mas motivo de preocupação para especialistas em segurança da rede elétrica.
“Não vemos problema na brincadeira, mas sim nos locais onde ela acontece. Empinar pipa próximo à rede de energia pode provocar acidentes graves, representando um risco alto demais para a vida de quem está ali segurando objetos como varas ou arames para soltar as pipas presas à rede elétrica. Por isso, a empresa realiza divulgações periódicas sobre os riscos da aproximação ou do manuseio da rede sem autorização”, esclarece Rodrigo Nunes, executivo de manutenção da Equatorial.
Um levantamento feito pela Equatorial Pará mostra que, entre janeiro e maio de 2024, foram registradas 1.402 interrupções no fornecimento de energia devido a pipas na fiação. O dado representa uma redução de 22,1% em comparação ao mesmo período de 2023, quando houve 1.800 casos. No entanto, os números ainda preocupam, já que, ao longo de 2024, foram registradas 7.367 ocorrências.
A empresa atua para garantir a substituição dos cabos danificados no menor tempo possível, um trabalho que exigiu esforço, mas pode ser evitado. “Quanto mais longe da rede, melhor. Soltar pipa não é crime, mas utilizar cerol na linha, sim”, reforça o executivo.
Registro de ocorrências
Em caso de acidentes com a rede de energia, a empresa orienta a população a não se aproximar dos cabos energizados e a ligar imediatamente para os números de atendimento da Equatorial Pará: 0800-091-0196 ou pelo WhatsApp da Clara Virtual, no (91) 3217-8200. Em hipótese alguma as pessoas devem tentar retirar as pipas presas à rede elétrica.
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