
Gabriel Henrique Santos foi morto durante uma intervenção policial no município de Gurupá. Segundo informações repassadas pela polícia, ele seria o último suspeito de envolvimento no assassinato de Clara Luisa— a jovem que foi torturada e teve o corpo carbonizado. O crime ocorreu em Altamira, no RUC Jatobá, em março deste ano.
A Delegacia de Homicídios chegou até os suspeitos e apurou que Clara teria sido morta pelo chamado “Tribunal do Crime”, acusada de talaricagem — mensagens trocadas com outro rapaz teriam motivado a execução violenta. Ao todo, seis pessoas estariam envolvidas no caso, entre maiores de idade e adolescentes. Gabriel era o único que ainda não havia sido preso.
De acordo com os policiais, Gabriel estaria armado e teria atirado contra a guarnição no momento da abordagem. Os agentes revidaram, e o jovem foi baleado. Ele chegou a ser levado a uma unidade de saúde, mas não resistiu aos ferimentos. A ação foi realizada pela Delegacia de Homicídios com apoio da 4ª CIME, que ajudou na localização do suspeito e no cumprimento do mandado de prisão expedido pela Justiça.
Nas redes sociais, familiares e amigos questionaram a ação policial e alegaram que Gabriel não estaria com a arma que foi apresentada posteriormente na delegacia.
Com essa operação, o caso Clara Luísa Oliveira de Moura foi encerrado três meses após a execução ser registrada. Segundo a equipe da Delegacia de Homicídios, as principais provas foram obtidas por meio de conversas em aplicativos de mensagens, que ligaram o grupo de jovens ao assassinato.
Clara tinha 20 anos e deixou um filho pequeno. Natural de Itaituba, o corpo dela foi sepultado em Altamira, pois a família não tinha condições financeiras para custear o traslado. Ela tinha antecedentes por tráfico de drogas.
Agora, com a morte de Gabriel, apuramos também que a família do jovem enfrenta dificuldades para trazer o corpo de volta ao município. O pai dele também foi assassinado. Gabriel foi criado pelos avós, junto com os primos.
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