ALTAMIRA CASO GUSTAVO
Caso Gustavo: Um morre e outro é preso durante investigações de homicídio
Edward era apontado como envolvido em outros homicídios já noticiados pelo jornalismo da Vale do Xingu
11/09/2025 14h06
Por: Redação Fonte: Brasil Novo em Foco, com Confirma Notícia

Kauan Feitoza Rodrigues, conhecido como Dallas, chegou à delegacia algemado e de cabeça baixa. Segundo a polícia, ele seria o primeiro a atirar contra Gustavo em um bar no bairro Jardim Uirapuru. Nas imagens, aparece com o cabelo loiro, mas, no momento da prisão, já havia pintado de preto para tentar despistar os investigadores.

Logo após o crime, a Polícia Civil abriu inquérito e iniciou as diligências para identificar e localizar os envolvidos. O primeiro a ser encontrado foi Edward da Silva Vieira, de 38 anos, que também aparece nas filmagens atirando contra a vítima.

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A abordagem aconteceu na rua WE7, no bairro Colina. Segundo informações da polícia, quando a equipe chegou ao local, encontrou o suspeito com uma arma na cintura, ele ainda tentou fugir e disparou contra os policiais que revidaram. Durante a troca de tiros ele foi atingido com um disparo.

A Polícia Civil fez o socorro e encaminhou ele até o Hospital Geral de Altamira, mas quando chegou à unidade, ele não apresentava sinais vitais. A polícia confirmou que Edward possui uma ficha extensa no crime.

Imagens de câmeras de segurança mostram Edward empunhando uma submetralhadora durante um assalto em Anapu, que teria deixado um prejuízo de cerca de R$ 100 mil. No dia seguinte, ele ainda teria assassinado uma pessoa no município. Conhecido também como Áthylla e Yadh, Edward era apontado como envolvido em outros homicídios já noticiados pelo jornalismo da Vale do Xingu.

Outra execução atribuída ao grupo foi registrada por câmeras no bairro Brasília, em Altamira. O vídeo mostra o momento em que a vítima, Marcos Bruno da Silva, é alvejada por diversos disparos. A arma falha, o comparsa assume e continua atirando até que Marcos morre no local. Segundo a polícia, a motivação estaria ligada à disputa entre facções criminosas, da qual Edward seria uma das lideranças.

Kauan permanece preso à disposição da Justiça. Durante as operações, a Delegacia de Homicídios apreendeu uma pistola, calibre 9mm, dois carregadores, 13 munições, duas delas deflagradas, uma capa de colete balístico e a roupa usada por Kauan no dia do crime. O caso segue sob investigação.