Uma agricultora do município de Uruará, no sudoeste do Pará, viveu momentos de pânico ao ser alvo de ameaças de morte enviadas por celular. O autor, dizendo-se integrante de um grupo criminoso, tentava extorquir dinheiro da vítima por meio de um golpe que tem se espalhado por diversas regiões do estado.
A mulher, que não será identificada por segurança, recebeu mensagens de um número desconhecido. O autor afirmava fazer parte de um grupo criminoso e dizia ter sido orientado a matar a agricultora e seu marido por causa de uma suposta dívida de R$ 150,00.
De acordo com a vítima, a dívida nunca existiu. Mesmo assim, o homem persistiu nas ameaças, alegando que tinha ido até Uruará “não para vender moto”, mas sim para cumprir uma missão. Ele chegou a afirmar que o casal estava “marcado” e que a foto da agricultora circulava em grupos de vários estados. Apavorada, a mulher respondeu em desespero, afirmando não entender nada e que não devia ninguém. Em uma das mensagens, escreveu: “Tô passando mal, não tô bem não”.
Para dar credibilidade ao crime, o autor ofereceu R$ 70 de “ajuda” e pediu a chave Pix da vítima. O objetivo era obter acesso à conta bancária e roubar o dinheiro que ela pudesse ter.
O caso é mais um exemplo do chamado “golpe da facção”, em que criminosos enviam mensagens ou fazem ligações se passando por integrantes de grupos perigosos para extorquir dinheiro. Desconfiada das ameaças, a vítima entrou em contato com um policial conhecido, que confirmou se tratar de um golpe.
A Polícia orienta que, em situações como essa, as pessoas não respondam às mensagens, não forneçam dados pessoais, bloqueiem o número e registrem boletim de ocorrência. Também é importante avisar familiares e amigos, para evitar que mais pessoas caiam nesse tipo de armadilha.