Creunice do Carmo Gomes, de 47 anos, morreu após ser internada no Hospital Municipal de Parauapebas, depois de tomar um medicamento falso vendido como Mounjaro. A mulher, que era diabética há cerca de cinco anos e tentava perder peso, acreditava estar usando o produto original indicado para controle da glicemia e auxílio no emagrecimento. O Gazeta Carajás também publicou a matéria.
Segundo informações, Creunice foi enganada por um vendedor, que afirmou ter recebido um lote do suposto “Mounjaro” em cápsulas — uma versão que não existe oficialmente. O verdadeiro medicamento é produzido pela farmacêutica Eli Lilly e comercializado apenas como solução injetável em canetas aplicadoras de dose única.
O produto ingerido por Creunice era, na verdade, uma falsificação produzida de forma clandestina e sem qualquer tipo de controle sanitário. Acreditando se tratar do medicamento original, ela iniciou o uso do remédio. No sábado, 8 de novembro, passou mal e foi levada ao Hospital Municipal de Parauapebas, onde permaneceu internada durante a noite e recebeu medicação para tentar controlar os níveis de glicose no sangue.
De acordo com relatos de familiares, desde o sábado a mulher permanecia deitada e sem responder, embora seus sinais vitais continuassem normais. Durante a madrugada de domingo, ela foi levada para a sala vermelha do hospital, onde sofreu uma parada cardíaca e não resistiu.
O laudo médico ainda não é conclusivo, mas há suspeitas de que o medicamento falsificado tenha contribuído diretamente para a morte. Denúncias apontam que o falso Mounjaro está sendo comercializado em grupos de WhatsApp e possivelmente também em farmácias e estabelecimentos informais de Parauapebas.
A Vigilância Sanitária e a Polícia Civil devem investigar o caso e intensificar as fiscalizações para identificar os responsáveis pela distribuição e venda do produto adulterado. As informações são do Portal Pebão.