BRASIL BOLSONARO
Moraes e Dino votam pela manutenção da detenção de Bolsonaro
Bolsonaro está preso desde sábado na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília
24/11/2025 09h52
Por: Redação Fonte: Com informações de O Liberal
A análise ocorre na Primeira Turma, que avalia a decisão de Moraes de converter a prisão domiciliar em preventiva (Foto: Evaristo/Sa (AFP))

Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou, nesta segunda-feira (24), o julgamento que vai decidir se a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro será mantida. Até o momento, o placar está em 2 a 0 pela continuidade da detenção, com votos dos ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino.

A análise ocorre na Primeira Turma do STF, responsável por avaliar se a decisão individual de Moraes — que converteu a prisão domiciliar de Bolsonaro em preventiva no último sábado (22) — será confirmada pelo colegiado. Também participam do julgamento os ministros Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, que ainda devem apresentar seus votos.

Bolsonaro está preso desde sábado na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. A ordem de prisão foi determinada por Moraes, que apontou risco de fuga após a tentativa do ex-presidente de violar a tornozeleira eletrônica e após um de seus filhos convocar apoiadores para uma vigília nas proximidades da residência onde ele cumpria prisão domiciliar.

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No voto divulgado nesta segunda, Moraes afirmou que os elementos apresentados na audiência de custódia realizada no domingo (23) reforçam a necessidade da medida. Durante a audiência, Bolsonaro alegou que tentou danificar a tornozeleira por causa de um surto provocado por medicamentos psiquiátricos e negou qualquer intenção de fugir.

Apesar da justificativa, Moraes enfatizou que o próprio ex-presidente admitiu ter inutilizado o equipamento de monitoramento, o que, segundo o ministro, configura falta grave e descumprimento evidente das medidas cautelares impostas pela Justiça.

*Thaline Silva, estagiária de jornalismo, sob supervisão de Keila Ferreira, coordenadora do núcleo de Política e Economia