ALTAMIRA TRIBUNAL DO CRIME
Polícia impede tribunal do crime e captura suspeitos em Altamira
O chamado “tribunal do crime” é um ritual usado por organizações criminosas para punir quem supostamente descumpre regras internas da facção
28/11/2025 08h24
Por: Redação Fonte: Brasil Novo em Foco, com Confirma Notícia

Uma operação conjunta entre as forças policiais de Altamira frustrou o chamado “tribunal do crime”, prática usada por facções para torturar e executar pessoas. Dois suspeitos foram presos, e a vítima conseguiu escapar com ferimentos.

As imagens mostram o momento em que um homem é torturado por criminosos. O chamado “tribunal do crime” é um ritual usado por organizações criminosas para punir quem supostamente descumpre regras internas da facção. Geralmente, a tortura é filmada e enviada para líderes da organização como forma de comprovação da violência.

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De acordo com a polícia, o homem seria executado logo após as agressões.

Ainda de acordo com as investigações, o responsável por comandar o ataque seria Edson Gomes da Silva, de 27 anos, com passagens por roubo nos estados do Pará e Goiás. Ele também havia sido condenado por homicídio e recentemente estava foragido do sistema penitenciário. As investigações apontam que ele veio a Altamira exclusivamente para cumprir ordens da facção.

O núcleo de inteligência da Polícia conseguiu rastrear a localização de Edson durante todo o dia e identificou que a facção havia determinado a execução do homem, exigindo que tudo fosse filmado para circulação nos grupos internos.

A operação envolveu equipes da Polícia Militar de Altamira, da Delegacia de Homicídios, do batalhão de Novo Progresso e do núcleo de inteligência. O policiamento foi distribuído em vários bairros, principalmente Brasília e São Domingos, locais onde a organização em questão costuma atuar. A ação rápida impediu que a execução do homem fosse realizada.

Ainda de acordo com as informações apuradas pela polícia, Edson tentou fugir e pegou um mototáxi em direção ao terminal rodoviário de Altamira. Ele foi abordado e confessou participação na tortura, indicando o segundo envolvido, identificado como Mário Vitor, de 21 anos, também conhecido como “Heitor”.

O homem que seria executado também foi localizado. Ele estava com escoriações nos braços e antebraços, debilitado, mas consciente. Ele confirmou as informações e ajudou a polícia a encontrar o segundo suspeito.

Mário Vitor foi detido próximo a uma distribuidora de bebidas no bairro Santa Benedita. Os dois suspeitos foram levados para a Delegacia de Polícia Civil de Altamira, onde permanecem à disposição da Justiça. A polícia afirma que ações como essa continuam para evitar novos casos de “tribunal do crime”, prática que tem se espalhado nas cidades do interior do Pará.