ANAPÚ OPERAÇÃO
Polícia prende três PMs suspeitos de envolvimento na morte de casal em Anapu
Segunda fase da Operação “5º Mandamento” aponta participação direta no crime, intimidação de testemunhas e apoio à fuga do suposto mandante, que segue foragido
16/01/2026 15h10
Por: Redação Fonte: Brasil Novo em Foco, com Confirma Notícia

Polícia Civil avançou nas investigações sobre o assassinato do casal Arionildo Cavalcante Ferreira e Celi Silva Ferreira, mortos após serem sequestrados na área rural de Anapu, no sudoeste do Pará. Nesta sexta-feira (16), foi deflagrada a segunda fase da Operação “5º Mandamento”, que resultou no cumprimento de três mandados de prisão temporária e de busca e apreensão contra policiais militares suspeitos de envolvimento no crime.

Os alvos são três sargentos da Polícia Militar identificados, até o momento, apenas como Cruz, Luciano e Elton. Dois foram presos em Anapu e um na região de Belo Monte. O crime aconteceu em 26 de novembro de 2025 e chocou a população pela violência e pelas circunstâncias.
Suspeitos chegam à delegacia de Altamira - Foto: Markelle Lereno/TV Vale do Xingu

O que dizem as autoridades

Durante coletiva em Altamira, o superintendente da Seccional Urbana, delegado Jardel Guimarães, informou que os policiais são investigados por participação direta no duplo homicídio e também por intimidação de testemunhas, incluindo familiares das vítimas.

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A delegada Larissa Leite, titular da Delegacia de Anapu, explicou que as apurações apontam que os agentes atuaram tanto na execução quanto no apoio à fuga de um dos principais investigados, que seria o mandante do crime e segue foragido. Segundo ela, durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos celulares, um computador, munições e outros objetos que podem ajudar a esclarecer a dinâmica do caso.

Ainda de acordo com a delegada, a principal linha de investigação é de que o duplo homicídio teve motivação “torpe”, ou seja, um motivo considerado moralmente inaceitável. A delegada também informou que o caso é complexo, segue com apoio do Núcleo de Apoio à Investigação (NAI) e pode ter novos desdobramentos nos próximos dias.

 

Material apreendido na operação - Foto: Reprodução

O diretor da Superintendência Regional de Altamira, delegado Guilherme Moraes, destacou que a operação envolveu cerca de 25 policiais civis, com apoio de equipes do NAI, da Delegacia de Homicídios e da Delegacia Especializada em Conflitos Agrários (DECA). Ele também revelou que, no dia do crime, os PMs presos estavam de serviço, e chamou atenção o fato de que houve demora injustificada no atendimento da ocorrência pela Polícia Militar, o que levantou suspeitas.

Já o delegado Filipe Alves, titular do Núcleo de Apoio à Investigação (NAI), explicou que o caso exigiu um aprofundamento técnico. Segundo ele, o NAI entrou no inquérito para produzir provas científicas e análises de dados telefônicos, fortalecendo a base do processo.

Relembre a primeira prisão

A primeira fase da Operação “5º Mandamento” aconteceu ainda no início de janeiro de 2026, quando a Polícia Civil prendeu um homem suspeito de participar diretamente da execução do casal. A prisão ocorreu após os investigadores localizarem o suspeito na região da Praça São Luís, no centro de Anapu. Ele foi detido e levado para a Delegacia do município, onde permanece à disposição da Justiça. Segundo a polícia, esse primeiro preso teria atuado como um dos executores do crime.

O caso

Arionildo Cavalcante Ferreira e Celi Silva Ferreira trabalhavam com compra e venda de gado em Anapu. No dia do crime, o casal foi sequestrado à noite, após retornar do trabalho. Eles foram levados para uma área de difícil acesso na área rural do município, onde foram executados a tiros.

Desde então, as investigações vêm apontando que o crime foi planejado, com participação de vários envolvidos e possível ordem de um mandante ainda foragido.

A Polícia Civil segue com as diligências e não descarta novas prisões nos próximos dias. O objetivo agora é localizar o autor intelectual do crime e fechar todos os elos da cadeia criminosa que levou à morte do casal.