A repercussão em torno das declaraçõesdo apresentador Carlos Massa, o Ratinho, exibidas no SBT, ganhou novos desdobramentos nesta sexta-feira (13). Após a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) solicitar ao Ministério das Comunicações a suspensão do Programa do Ratinho por 30 dias, o comunicador voltou a se manifestar publicamente e afirmou que não pretende se calar diante das críticas.
Em publicação feita nas redes sociais, Ratinho afirmou que seu posicionamento não tem relação com preconceito, mas com o direito de questionar autoridades públicas.
“Defendo a população trans. Mas defendo também o direito de questionar quem governa. Crítica política não é preconceito. É jornalismo. E não vou ficar em silêncio. Convido jornalistas, comentaristas, apresentadores: falem. Publiquem. Não fiquem em silêncio. Porque silêncio é conivência”, escreveu na legenda da publicação no Instagram.
No vídeo divulgado junto à publicação, o apresentador reforçou o mesmo argumento.
“Muita polêmica, né? Eu defendo a população trans, mas defendo também o direito de questionar quem governa. Crítica política, a gente não é preconceito, é jornalismo, e eu não vou ficar em silêncio”.
A controvérsia começou após falas feitas por Ratinho durante a edição de seu programa exibida na última quarta-feira (11). A deputada Erika Hilton considerou que as declarações configurariam transfobia e formalizou um pedido ao Ministério das Comunicações para que a atração seja suspensa por 30 dias.
Inicialmente, o apresentador se manifestou por meio da assessoria de imprensa, afirmando que não comentaria o caso por envolver questões jurídicas. “O apresentador Ratinho não se manifesta quando o assunto é de ordem jurídica”, informou a equipe.
O SBT também comentou o episódio e declarou que as opiniões expressas pelo apresentador não representam necessariamente o posicionamento institucional da emissora. A empresa acrescentou que o caso está sendo analisado internamente.
Ainda na quinta-feira, em entrevista ao jornalista Lucas Pasin, do portal Metrópoles, Ratinho afirmou que não teve a intenção de ofender a parlamentar e chegou a mencionar a possibilidade de conversar diretamente com ela.
O apresentador também afirmou que pretende recorrer à Justiça contra pessoas que o acusaram de transfobia nas redes sociais e na imprensa.
“Em nenhum momento falei mal de trans. Transfobia é você tratar mal o outro. E eu jamais fiz isso. Vou processar todos que me chamaram de transfóbico”, disse.
Na mesma entrevista, Ratinho reiterou seu posicionamento contrário à possibilidade de Erika Hilton presidir a Comissão da Mulher na Câmara dos Deputados.
“O que eu quis dizer é que Érika não é uma mulher mesmo. Sou contra uma mulher trans ser representante das mulheres. O que eu argumentei é que eu não a vejo como mulher, e acho que para presidir a Comissão da Mulher na Câmara seria necessário ser uma mulher de verdade”, completou. (Com Diário do Pará)