
Após o encerramento da sessão, indígenas do Médio Xingu tentaram entrar na Câmara durante a manifestação. O clima ficou tenso e houve intervenção da Guarda Municipal, com apoio da Polícia Militar. Momentos depois, lideranças conseguiram acessar o prédio.
Um dos vereadores tentou dialogar com os manifestantes, mas a situação quase terminou em confusão.
Indígenas de cerca de 10 etnias diferentes foram até a casa do povo cobrar que os Vereadores, entrem com liminar para impedir a instalação da mineradora Belo Sun.
Com os ânimos mais calmos, os vereadores se reuniram com os povos originários para discutir a principal pauta: a suspensão da licença da mineradora canadense.
No mesmo dia, a mineradora se manifestou nas redes sociais. Em publicação, o presidente Adriano Espeschit afirmou que a consulta livre, prévia e informada foi realizada conforme a Convenção 169 da OIT, respeitando os protocolos e a participação das lideranças indígenas. A empresa também informou que o estudo final foi aprovado em reunião com a presença da FUNAI, da Secretaria de Meio Ambiente do Estado, consultorias e representantes indígenas. Segundo a mineradora, a intenção é dar continuidade ao licenciamento e à elaboração do PBA-CI. Desde o anúncio da possível instalação em Senador José Porfírio, parte da população também tem se manifestado favorável ao empreendimento.
A mobilização indígena tem se intensificado nas últimas semanas. No dia 23 de fevereiro, lideranças femininas ocuparam o prédio da FUNAI em Altamira. Após 15 dias de protesto, o movimento avançou para bloqueios. No dia 7 de março, o acesso à sede do órgão foi interditado. Já no dia 16, o bloqueio chegou ao aeroporto da cidade, provocando o cancelamento do único voo com destino à capital do estado.
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