O aumento dos casos de doenças respiratórias em crianças tem acendido um alerta em Altamira, no sudoeste do Pará. Apenas entre os meses de abril e maio de 2026, o município registrou 376 atendimentos de bebês com idade entre 0 e 1 ano por complicações respiratórias. Do total, 219 crianças precisaram ser internadas no Hospital Geral de Altamira.
Embora o período seja tradicionalmente marcado pela maior circulação de vírus respiratórios, devido à sazonalidade, as autoridades de saúde observaram um crescimento acima do esperado na demanda por atendimentos neste ano.
Diante do cenário, a Prefeitura de Altamira informou que vem adotando medidas para reforçar a assistência à população. Entre as ações estão campanhas de orientação em mídias e redes sociais, capacitação de profissionais de saúde e a garantia de medicamentos e insumos tanto no Hospital Geral quanto na Unidade de Pronto Atendimento (UPA).
A preocupação também é acompanhada pelo Governo do Estado. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), entre 1º de janeiro e 30 de maio de 2026, Altamira registrou 457 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Desse total, 39 ocorreram em crianças menores de 12 anos.
A Sespa informou que mantém monitoramento permanente da situação epidemiológica em toda a rede estadual de saúde e segue apoiando os municípios no fortalecimento das ações de vigilância, assistência, diagnóstico precoce e manejo clínico dos pacientes.
As autoridades de saúde orientam pais e responsáveis a procurarem atendimento médico imediato caso as crianças apresentem sintomas como dificuldade para respirar, cansaço intenso, chiado no peito, febre persistente, recusa alimentar, sonolência excessiva ou piora do estado geral.
Além disso, a Sespa reforça a importância da vacinação contra a influenza e a Covid-19 para os grupos elegíveis, bem como a adoção de medidas preventivas, como a higienização frequente das mãos, a etiqueta respiratória e a redução do contato de crianças pequenas com pessoas que apresentem sintomas gripais.
O cenário reforça a necessidade de atenção redobrada das famílias e dos serviços de saúde, especialmente neste período de maior circulação de vírus respiratórios na região.