
MERCÊS (MG) – A Polícia Civil fechou, nesta segunda-feira (16), um abatedouro clandestino, no município de Mercês, no sul de Minas Gerais. De acordo com os agentes, quatro pessoa, de 28, 29, 42 e 44 anos, foram presas em flagrante por falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de substância ou produtos alimentícios. O caso revoltou os cerca de 11o mil habitantes.
De acordo com as investigações, os cavalos eram abatidos no local e a carne vendida como sendo de boi a um açougue da região de Ubá. Dois animais, que já haviam sido abatidos, foram encontrados no momento da ação policial.
As investigações apontaram que a carne de animais doentes estaria sendo comercializada. “Os animais também estavam em situação de vulnerabilidade e não havia o cumprimento das normas vigentes”, explicou o delegado regional em Ubá, Diêgo Candian Alves.
Os quatro homens foram encaminhados ao sistema prisional e permanecem à disposição da Justiça. A pena para o crime varia de 4 a 8 anos de reclusão e multa. Segundo a Polícia Civil, as investigações prosseguem na delegacia de Mercês, unidade que entrega a 2ª Delegacia Regional em Ubá, pertencente ao 4º Departamento de Polícia Civil.
Não é a primeira vez que autoridades no Brasil prendem envolvidos com venda de carne de cavalo. Em novembro de 2021, um grupo de seis pessoas foi preso em Caxias do Sul (RS) suspeito de realizar abates ilegais e venda da carne a restaurantes da cidade.
Segundo informações do Ministério Público do Rio Grande do Sul, que investigou o esquema à época, cerca de 800 quilos de carne de cavalo eram comercializados pelo grupo por semana. Os produtos estavam disponíveis em 60% das hamburguerias do município.
Assim como em Mercês, o abate dos animais era clandestino. A investigação teve início depois de informações da Inspetoria de Defesa Agropecuária de Caxias do Sul.
A venda de carne de cavalo no Brasil é regulamentada pelo artigo 10 do decreto 9.013 de 29 de março de 2017. O texto diz, no entanto, que os cavalos, assim como todos os outros animais cuja carne pode ser vendida em açougues, precisam ser abatidos em estabelecimentos sob inspeção veterinária, o que não ocorre em abatedouros clandestinos, Brasil afora. (Portal Debate)
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