
Em uma época de alerta sobre desmatamento no Pará e debates incessantes sobre ativos e passivos ambientais, agricultores receberão incentivo financeiro governamental para manter suas propriedades com boa conservação da natureza.
Iniciativa do Ministério do Meio Ambiente (MMA) em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), e no Pará sob a gestão da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), o Projeto Floresta + terá a participação da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) como mobilizadora das comunidades e governos municipais dos três primeiros municípios da fase piloto do edital vigente da linha Conservação: Almeirim, Monte Alegre e Porto de Moz, todos na região do Baixo Amazonas.
“Entendemos que a Emater, com capilaridade e alcance, na convivência e atendimento contínuo em quaisquer recônditos do Pará, seja fundamental para a efetividade do Projeto”, disse a coordenadora local do Floresta +, Catarina Sanches, em reunião com a Diretoria Executiva (Direx) da Emater nessa quarta-feira (5), no escritório central do Órgão, em Marituba, na Região Metropolitana de Belém (RMB).
Critérios – A partir de adesão voluntária, área conservada de vegetação nativa em cada propriedade e inscrição no Cadastro Ambiental Rural (CAR), os agricultores selecionados terão direito ao chamado Pagamento por Serviço Ambiental (PSA), uma verba para livre gasto a ser compensada direto na conta do beneficiário, por ano, correspondendo a R$ 400 por hectare.
A meta até 2026, sobre os 144 municípios, é de cobertura sobre 380 mil hectares e a proposta inicial de atividade em campo considera visitas e reuniões presenciais já para os meses de novembro e dezembro.
De acordo com o diretor técnico da Emater, Paulo Lobato, o passo agora é afinar a cooperação, avaliando fatores como infraestrutura, comunicação e calendário: “Não temos dúvida de que este é um entrosamento no qual a Emater se protagoniza com naturalidade, porque historicamente nossos serviços visam ao uso e exploração racionais de recursos naturais e à recuperação e preservação de todas as variáveis do ecossistema”, considera.
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