
O governo brasileiro anunciou no dia 15 de maio, a confirmação do primeiro caso de gripe aviária em uma granja comercial, localizada no município de Montenegro, no Rio Grande do Sul.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou, por meio de nota, que as ações de contenção e erradicação do surto já foram iniciadas.
A detecção do caso foi comunicada à Organização Mundial de Saúde Animal e aos parceiros comerciais do Brasil, que é o maior exportador mundial de carne de frango.
A gripe aviária traz duas principais preocupações: a econômica, pois pode obrigar o setor agropecuário a sacrificar grande número de aves e afetar as exportações por questões sanitárias, e a de saúde pública. A doença é causada pelo vírus Influenza (H5N1), que acomete aves, mas também pode infectar mamíferos.
Atualmente, não há indícios de que a gripe aviária possa ser transmitida a seres humanos por meio do consumo de ovos crus ou carne de aves contaminadas. Contudo, os ovos de aves infectadas podem conter o vírus tanto na casca quanto nas claras e gemas. Por precaução, o CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças) dos EUA, que lida com um surto desde 2022, recomenda cozinhar bem a carne de frango e os ovos antes de consumi-los.
A transmissão para humanos é restrita a aqueles que têm contato direto com aves infectadas, vivas ou mortas, como tratadores e profissionais do setor. Nesses casos, a taxa de letalidade é alta, cerca de 50% dos infectados.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o vírus já infectou aproximadamente 950 pessoas nas últimas duas décadas, resultando na morte de cerca de 460 indivíduos.
A preocupação principal é com as possíveis mutações do vírus.
O aumento das infecções de aves para humanos gera o risco de que o vírus sofra alterações que o tornem capaz de se espalhar entre pessoas por meio de tosse, espirros ou contato físico. Isso aceleraria a propagação e poderia levar a uma nova pandemia.