
Autor do gol da vitória do Real Madrid sobre o Benfica pelos playoffs da Liga dos Campeões da UEFA, na última terça-feira (17), Vinicius Júnior voltou a ser alvo de um episódio de racismo na Europa. A partida foi realizada no Estádio da Luz, em Lisboa, Portugal.
Após marcar um golaço na segunda etapa, Vini Jr. foi até a bandeirinha de escanteio para comemorar. A atitude gerou reação de jogadores adversários e de parte da torcida portuguesa. Entre os atletas que se aproximaram do brasileiro estava o argentino Gianluca Prestianni, a quem o camisa 7 acusou de ter proferido ofensa racista.
Segundo o relato do atacante, o jogador do Benfica teria o chamado de “macaco”. Após a denúncia, o árbitro francês Benoît Bastien reuniu os capitães das duas equipes e acionou o protocolo antirracismo da Fifa, interrompendo a partida por alguns minutos.
Revelado pelo Vélez Sarsfield, Gianluca Prestianni é considerado uma das promessas do futebol argentino. Em 2023, foi citado pelo jornal britânico The Guardian como um dos melhores jogadores do mundo nascidos em 2006. No fim daquele ano, foi negociado por cerca de 10 milhões de euros.
Apontado pela imprensa argentina como possível sucessor de nomes como Ángel Di María e Lionel Messi na seleção, o meia-atacante também despertou interesse do River Plate, mas as negociações não avançaram.
Na temporada 2025/2026, passou a ter mais espaço no Benfica. No ano anterior, foi vice-campeão do Mundial Sub-20 com a Argentina e, dias depois, estreou pela seleção principal. No clube português, soma 29 partidas, com dois gols e uma assistência.
Durante o jogo desta terça-feira, Prestianni foi substituído aos 35 minutos do segundo tempo e deixou o gramado aplaudido pela torcida benfiquista.
Após a partida, Prestianni usou as redes sociais para negar as acusações. Em nota publicada no Instagram, afirmou que não proferiu insultos racistas contra Vinicius Júnior.
“Quero esclarecer que em nenhum momento dirigi insultos racistas ao jogador Vinicius Júnior, que infelizmente interpretou mal o que acredita ter ouvido. Nunca fui racista com ninguém e lamento as ameaças que recebi”, declarou.
A confusão teve início logo após o gol da vitória do Real Madrid. Vini Jr. discutiu com jogadores adversários, entre eles o zagueiro argentino Nicolás Otamendi e Prestianni. Em seguida, o brasileiro correu em direção à arbitragem para relatar o ocorrido.
Imagens da transmissão mostraram o argentino cobrindo a boca com a camisa durante a discussão. O árbitro acionou o protocolo antirracismo ao cruzar os punhos, conforme orientação da Fifa.
Vini Jr. classificou o episódio como mais um ato de covardia e voltou a cobrar medidas mais duras contra o racismo no futebol europeu. O caso deve ser analisado pelas autoridades competentes da competição.
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