
A BR-230, conhecida como Rodovia Transamazônica, voltou a apresentar condições críticas de trafegabilidade nesta quinta-feira (19 de março de 2026), no trecho entre os municípios de Uruará e Placas, no sudoeste do Pará. O ponto mais preocupante está localizado no km 225, onde nem mesmo veículos pesados, como tratores, conseguem vencer os atoleiros formados após as fortes chuvas que atingem a região.

Registro feito pela equipe Inverno na Transamazônica.
Registros feitos durante a tarde pela “Equipe do Inverno na Transamazônica” mostram a gravidade da situação. As imagens evidenciam um cenário de lama intensa, dificultando a passagem de carros e caminhões e comprometendo completamente o tráfego na área.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, integrantes da equipe fazem um alerta aos motoristas que pretendem trafegar pelo trecho. “Quem for pegar a estrada de Uruará pra Placas, se puder ficar na cidade é melhor. Ainda mais à noite. Se for de extrema necessidade, é melhor cortar caminho por Santarém. Aqui está um caos, não passa nada. Até os tratores estão atolando”, relatou um dos membros.

Registro feito pela equipe Inverno na Transamazônica.
O problema não se limita a um único ponto da rodovia. Entre Medicilândia e Rurópolis, são cerca de 250 quilômetros sem pavimentação asfáltica. Enquanto no verão a poeira é o principal desafio, no período chuvoso, conhecido como inverno amazônico, os atoleiros passam a dificultar — e em muitos casos impedir — o tráfego de veículos.
Desde o início do período chuvoso, em dezembro do ano passado, a situação tem se agravado ao longo da Transamazônica. Em diversos trechos, basta uma chuva para que a via se torne praticamente intransitável, prejudicando o deslocamento de moradores, o escoamento da produção e o acesso a serviços essenciais na região.
A Voz do Xingu