
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apresentou os primeiros resultados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNse) no Pará e revelou um retrato detalhado dos estudantes de 13 a 17 anos que cursam do 7° ano do ensino fundamental ao 3° ano do ensino médio. O estudo estimou cerca de 516 mil escolares nessa faixa etária no estado. A grande maioria frequenta a rede pública, que concentra 91,2% dos alunos. Já a rede privada atende uma parcela menor, com 8,84% dos estudantes.
Além disso, o levantamento mostrou equilíbrio entre os sexos. O Pará possui aproximadamente 276 mil estudantes do sexo masculino e 290 mil do sexo feminino. Quando se analisa a cor ou raça declarada, a maioria dos jovens se identifica como parda, com 59,9%. Em seguida aparecem os estudantes que se declaram brancos, com 21,6%. Outros grupos apresentam percentuais menores, como pretos, com 12,7%, amarelos, com 3,4%, e indígenas, com 2,4%. Esse perfil acompanha a característica demográfica da região Norte, que possui forte presença da população parda.
A pesquisa também investigou o nível de escolaridade das mães dos adolescentes. No Pará, apenas 17,7% dos estudantes têm mães com Ensino Superior completo. Esse percentual ficou abaixo da média nacional, que alcançou 23,4%, e representou o menor índice entre os estados da região Norte. O resultado evidencia desigualdades educacionais importantes entre as regiões do país e reforça a necessidade de políticas públicasvoltadas à ampliação do acesso à educação.
Outro ponto que chamou atenção foi a perspectiva de futuro dos estudantes. A maioria dos adolescentes do Pará afirmou que pretende conciliar estudo e trabalho. Entre os alunos do 7° ao 9° ano do ensino fundamental, metade declarou esse objetivo. No Ensino Médio, o percentual subiu para 57,7%, embora ainda tenha ficado abaixo da média nacional. Por outro lado, uma parcela menor afirmou que pretende apenas continuar estudando. Alguns estudantes também disseram que ainda não sabem o que farão ou que pretendem seguir outros caminhos.
Na capital paraense, o cenário se manteve semelhante. Em Belém, 58,5% dos estudantes afirmaram que desejam estudar e trabalhar ao mesmo tempo. Esse índice está entre os menores do país. Ainda assim, o dado confirma uma tendência crescente entre os jovens brasileiros, que buscam independência financeira sem abandonar a escola.
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